
Quando leio pela primeira vez um livro de um determinado escritor sinto muitas vezes dificuldade em apanhar o ritmo certo, entranhar-me no mood da escrita, descobrir o tom apropriado. Sempre que pego num Nobel que não conheço, temo isso. Pois bem, medos à parte, a sensação que tive ao ler pela primeira vez Mario Vargas Llosa foi de uma familiaridade injustificável. Entrosei-me bem no género de escrita, pode-se dizer. Foi fácil de entrar no compasso, mas com isto não pretendo dizer que é uma escrita simples. De uma beleza suave e natural, com uma poesia e musicalidade que associo aos escritores sul-americanos.
É magistral como Llosa nos vai contando a História do Mundo, em particular de acontecimentos relevantes ocorridos ao longo do século XX em Lima, Paris, Londres e Madrid, sobrando ainda espaço para nos apresentar Tóquio no meio das aventuras e desventuras amorosas de Ricardo Somocursio e da sua Menina Má que no final acaba por ser nossa também.
Se no último post disse que não fazia questão de ler mais livros do Luís Miguel Rocha, quanto a Llosa estou com vontade de comprar tudo o que encontrar e devorá-los, tal como em tempos fiz com o Gabriel García Marquez. Sabendo que a 81º edição da Feira do Livro de Lisboa começa amanhã vai ser uma autêntica tentação e temo que traga para casa mais um ou dois livros desta colecção.
O que podemos ler sobre esta obra no site:
--> D. Quixote
--> Wikipédia