
Com muita pena minha, na segunda vez que escrevo sobre uma escritorA vou ter que escrever pela segunda vez que não gostei do livro por aí além. Fez-me lembrar "O Véu Pintado" do Somerset, com o despertar de uma mulher que envereda por caminhos mais fúteis, apesar de Edith, personagem principal deste livro, não ser fútil de todo mas está a passar por uma fase que se deixa seduzir por futilidades. Não há pachorra. Na capa pode ler-se "Uma história de amor esmagadora." escrito por alguém do jornal "The Times" que pelos vistos gostou do livro e com isto concluo que qualquer paixoneta hoje em dia é um amor esmagador. Na minha singela opinião a construção das personagens é feita de forma interessante mas a história em si é fraquinha e para venceder do Booker Prize faz-me pensar que ninguém escreveu nada de jeito em 84.
"Tenho sido demasiado dura com as mulheres", pensou, "porque as compreendo melhor do que compreendo os homens. Conheço-lhes bem a vigilância, a paciência, a necessidade de se afirmarem bem-sucedidas." (p.94)