
Com muita pena minha, na segunda vez que escrevo sobre uma escritorA vou ter que escrever pela segunda vez que não gostei do livro por aí além. Fez-me lembrar "O Véu Pintado" do Somerset, com o despertar de uma mulher que envereda por caminhos mais fúteis, apesar de Edith, personagem principal deste livro, não ser fútil de todo mas está a passar por uma fase que se deixa seduzir por futilidades. Não há pachorra. Na capa pode ler-se "Uma história de amor esmagadora." escrito por alguém do jornal "The Times" que pelos vistos gostou do livro e com isto concluo que qualquer paixoneta hoje em dia é um amor esmagador. Na minha singela opinião a construção das personagens é feita de forma interessante mas a história em si é fraquinha e para venceder do Booker Prize faz-me pensar que ninguém escreveu nada de jeito em 84.
"Tenho sido demasiado dura com as mulheres", pensou, "porque as compreendo melhor do que compreendo os homens. Conheço-lhes bem a vigilância, a paciência, a necessidade de se afirmarem bem-sucedidas." (p.94)
2 comentários:
posso estar a ser influenciado pela tua crítica mas um livro com esta capa não me daria muita vontade de o ler. agora voltei ao lusíadas, em versão kindle. claro que há o cheiro dos livros e o folhear das páginas e mais não sei o quê que sublima o objecto livro mas a verdade é que cada dia gosto mais daquela maquineta limitada que de pouco mais seve que para ler.
Tenho vontade de dizer que nunca irei sucumbir a essas modernices, mas sinto-me como aquelas pessoas que no fim dos anos 90 diziam teimosamente que nunca iriam ter um telemóvel. Vamos ver até onde vai a minha paixão pelo objeto livro.
Enviar um comentário